Livro “Gestão da Inovação: A Economia da Tecnologia no Brasil”

Baixe aqui o clássico “Gestão da Inovação: A Economia da Tecnologia no Brasil“, de Pedro Tigre (2006).

O livro está organizado em três partes. A Parte I analisa como as teorias econômicas sobre a firma vêm incorporando a questão da mudança tecnológica, desde a revolução industrial até os dias de hoje. Para isso, foi adotada uma metodologia que associa inovações tecnológicas ao contexto em que foram elaboradas, partindo do princípio de que a tecnologia não é neutra nem se desenvolve sem as condições institucionais apropriadas. O argumento desenvolvido nos quatro capítulos iniciais é que a mudança tecnológica provoca transformações no funcionamento da economia que não são facilmente incorporadas pelas teorias econômicas. A análise da evolução das teorias da firma e sua relação com paradigmas técnico-econômicos distintos mostram que não existe um corpo teórico único e coerente, pois as teorias estão condicionadas por diferentes filiações metodológico-teóricas, enfocam aspectos distintos e baseiam-se em contextos institucionais, históricos e setoriais diversos.

A Parte II aborda os aspectos meso-econômicos que caracterizam a relação entre inovação e competitividade. Inicialmente revemos os conceitos de inovação e difusão tecnológica, seus fatores condicionantes e indicadores. Em seguida, discutimos o papel das diferentes fontes de tecnologia para a competitividade empresarial, com ênfase na realidade brasileira, para então examinar o papel de três importantes fatores condicionantes da inovação empresarial: o setor de atividades em que a empresa se insere, sua localização regional e as limitações e oportunidades para inovação segundo o porte da empresa. Por fim, são analisados os impactos da mudança tecnológica sobre a competitividade internacional, assim como examinada a demanda tecnológica das empresas exportadoras brasileiras.

A Parte III trata da gestão da inovação propriamente dita, uma atividade que se desenvolve no contexto microeconômico. O principal argumento é que o sucesso naintrodução de novas tecnologias depende do matching entre a oferta de conhecimentos e a capacidade de as empresas absorverem eficientemente novos equipamentos, sistemas e processos produtivos. Inicialmente são apresentadas as diferentes estratégias tecnológicas adotadas pelas empresas, mostrando que as opções não são necessariamente voluntárias, pois dependem da capacitação técnica da empresa, sua força financeira e das condições dos mercados em que atuam. Um bom produto ou processo é apenas uma das variáveis a ser considerada na formulação de uma estratégia competitiva e as decisões tecnológicas precisam estar em harmonia com o modelo de negócios adotado pelas empresas. Apresentamos também as principais mudanças na organização da produção de bens e serviços desencadeadas a partir do último quartil do século passado e o processo de inovação organizacional coletivo característico das redes de firmas, destacando: (i) a relação entre redes de firmas e competitividade; (ii) as formas de estruturação das redes segundo modelos de hierarquia e coordenação; e (iii) a mobilidade das empresas dentro das redes. O último capítulo discute as oportunidades abertas pelas tecnologias da informação para inovar e criar novas práticas de gestão empresarial.

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